sábado, 6 de dezembro de 2008

Voar.

Eu tinha 11 ou 12 anos quando recebi dos meus pais um inédito convite a viajar com eles para Salvador. De avião.

Caçula de cinco irmãos, a alegria de voar pela primeira vez ao lado deles só não era maior que o orgulho de finalmente ter a companhia de pai e mãe só para mim. Talvez aquele tenha sido o primeiro grande evento da minha vida.

Anos antes, eu me lembro do tamanho da frustração quando eles viajaram para Diamantina levando todos os filhos para ver a Festa do Divino – todos, menos eu. Não me esqueço da perna engessada do meu irmão, que voltara com a assinatura do JK, em pessoa. (Embora fosse amigo do meu avô, a figura de Juscelino, aos meus olhos, era uma espécie de astro de Hollywood.)

E lá fomos nós voar de Vasp pra Bahia. Eu na janela, Papai e Mamãe ao lado. Emoção na decolagem. Prazer em cada minuto. Breve escala em Ilhéus e. E.

Ali a aeronave teve sérios problemas técnicos. Dali não mais saiu.

Descemos, esperando que o problema fosse rapidamente resolvido. Mas o que foi rápido foi a voz do meu pai a me rotular de "pé frio". É claro que era uma brincadeira, mas, nos meus dias de pequena, tudo para mim era grande demais. Foi preciso tempo e falta para me mostrar o tamanho que as coisas deveriam ter.

Ainda rio ao me lembrar do aeroporto de Ilhéus – mais abafado lá fora que lá dentro, mesmo sem ar-condicionado. Lembro também de uma tripulação a fazer os passageiros de bobos, ao nos mandar embarcar, dar voltinhas no solo com o avião e novamente nos mandar descer. Isso aconteceu por duas ou três vezes e na última delas alguém resolveu embarcar pela fila de desembarque – uma forma de tornar ainda mais divertida aquela cena patética em um aeroporto que parecia abandonado.

Constatada a impossibilidade do conserto, seguimos de ônibus para Salvador, não sem antes passar uma noite na parte menos charmosa de Ilhéus, indo dormir num hotel idem. Ainda assim, no nosso pensamento classe média, era divertido poder comer muito camarão pago pela Vasp.

Uma semana em Salvador, praia e alegria na casa do melhor amigo do meu pai e, surpresa: a volta seria pela Varig.

Ainda hoje nos vejo a sobrevoar o mar escuro, numa noite bonita de verão, enquanto um lauto jantar nos era servido – um bife alto e bonito, cujo gosto sou capaz de sentir até agora. Um vôo noturno triunfante e inesquecível. Aquela, sim, era a minha primeira vez voando.

Foi durante esse "jantar" que vivenciei a primeira turbulência em um avião: meu braço chacoalhava segurando o copo cheio de refrigerante. Eu vivia a cena ao mesmo tempo em que a assistia, incrédula. E a minha gargalhada era de uma felicidade inesquecível – ainda posso ouvir as risadas dos meus pais, felizes por mim.

Quase trinta anos se passaram e o que ficou foi essa cena – em slow motion. Em minha mania de transformar cada lembrança em um comercial de 30 segundos, aquela imagem é a idealização da minha felicidade ao lado dos meus pais. Se tivesse assinatura, seria da margarina Doriana.

O tempo se foi e, com ele, alguns aviões, passageiros, meus pais, minhas avós, seu pai. Até a Vasp se foi também. E parece que a Varig se foi agora, definitivamente, ao ser encampada pela simpática e básica Gol.

A malinha que a gente adorava levar pra casa ou ganhar de quem havia voado ficou no passado. E o máximo que podemos saborear no avião é um biscoito recheado com um vulgar patê de ervas. Servido, quando muito, com um belo chá de cadeira.

Já perdi as contas de quantas vezes voei. E hoje o que levo a mais na bagagem é uma grande torcida para tudo dar certo e voltar inteira para estar com você, filho. Viajo sempre com um coração pequeno e um olhar nostálgico para o mundo.

Aeroportos têm o poder de me fazer chorar. Assisto de longe ao significado do amor em cada abraço. Ali desaparecem as diferenças, o tédio e até aquelas coisas pequenas que no dia-a-dia crescem e passam a incomodar. O sorriso é fácil e aberto, o afeto é inteiro. Como expectadora, posso sentir o perfume do amor em cada cena. É nas despedidas que ele fala mais alto.

Viajando, me sinto mais e menos só: um mundo de gente que não me conhece me obriga a fazer companhia para mim mesma. E então se manifesta a essência da palavra solitude: a presença de si mesmo, muito diferente da falta do outro, a que chamamos solidão.

Viagens também podem ser uma chance de se abrir. Mas para isso é preciso coragem. Uma semana atrás, no aeroporto internacional do Rio, fiz amizade com um professor de história, que vive entre Brasil e Portugal, e com a simpática secretária municipal de assistência social aqui de Belo Horizonte. Embarquei num longo papo com cada um, viajando em nossas histórias de vida e de profissão – e então o atraso do vôo virou ganho.

Como aconteceu naquela viagem de avião para Salvador, em que a família era meu pai, minha mãe e eu, sair do conforto de casa nos faz experimentar uma nova dinâmica nas relações. Ali, por alguns dias, fui filha única.

Um ou dois anos depois, tivemos uma segunda oportunidade de ir apenas os três para Salvador. Dessa vez, fomos de carro. 24 horas na estrada, com direito a dormir num hotel bom no meio do caminho. O avião não me fez falta. Não houve vôo mais emocionante que estar todo esse tempo na estrada somente com meus pais. Como bons e velhos companheiros de viagem.

39 comentários:

Lou disse...

Me identifico tanto com que escreve.
Já agradeci o fato de vc existir? Não? Então aí vai: Meu muito obrigada!
Te adoro =)
Lou

flo disse...

Hj é aniversário do meu marido!! Mas esse post me fez lembrar do dia do meu aniversário há uns 30 anos atrás, qdo eu voei pela primeira vez com meus pais! Fomos VASP, para Goiania. Muito bom! Bjs.

Danielle disse...

soou da bahiia!

Livia disse...

Oi Cris!

Hoje meu comentário será uma carta!
Estou me arrumando pra sair e resolvi passar aqui, vi que tinha post novo e já fiquei acelerada. Depois do livro cheguei a pensar que passaria aqui apenas algumas vezes e não mais me surpreenderia com suas palavras, afinal, disse tudo no livro. Mas eis que chego aqui e me deparo contigo falando de coisas que sinto também, a alegria em está com meus pais(e ainda posso, graças a Deus), a coisa do aeroporto, eu penso desse jeito quando estou em algum deles, voar me dá uma sensação boa demais, e ainda mais falando de minha Bahia. Ilhéus é assim, uma bagunça só, mas é lindo! EU já brinquei no aeroporto de lá como se fosse quintal, meu pai alugava casa e a gente dizia que os aviões eram nossos, rs.
Gosto de sentir essa nostalgia gostosa, de saber que mesmo ficando pra trás essas lembranças são o que sustentam, é com elas que consigo ser forte e continuar.
Sei que aqui não é lugar, mas hoje foi inevitável.
Lindo seu texto, lindas tuas lembranças, gosto vir aqui.
Bjs para você e o Cisco, que um dia ainda sentirá o mesmo ao teu lado.
Bom final de semana! Parabéns sempre.
(viu a carta?!rs)

Rêveur disse...

Cris,
Esse post foi com certeza o que mais mexeu comigo. De verdade.
Eu postei no meu blog sobre o que você disse. Se quiser dar uma olhadinha, tá aí: http://leciellesoleil.blogspot.com/

E, mais uma vez, parabens!!!

Você se supera a cada dia.
Beijos!!
E muito obrigada.

Margaret disse...

Seu blog esta nos meus favoritos...Ai eu deixo juntar dois ou tres post para poder ler tudo de uma vez...
Quarta terminei de ler o livro..Engraçado que eu pego um livro e gosto de ler de uma pancada só e com o seu livro eu fiz completamente diferente. Comprei no pre lançamento pela internet, recebi alguns dias depois e fui lendo todo dia um pouquinho, igual ao blog...
levava ele pra onde eu ia e as vezes abria em algum lugar que ja tinha lido pra ler de novo.
Eu amei Cris...gosto do seu jeito de escrever...são textos bem escritos mas com naturalidade, sem forçar a barra...
Minha filha foi passar o final de semana em BH e eu bestamente (rs) pensei: Poxa, se eu tivesse como falar com ela mandar meu livro pra ela autografar ao vivo...
Embora eu tenha visto seu carinho para quem comprou o livro a distancia...
Um grande beijo pra voce. E todo o sucesso que seu livro esta fazendo é com certeza o resultado que voce merece.

Ana disse...

ou estamos em sintonia, ou foi uma enorme coincidência:
http://docerotina.blogspot.com/2008/05/sozinha-no-rio.html
bjs. adorei.
ana

Páua disse...

A melhor época da vida é a infância, as memórias dela são impagáveis, e nem que a gente faça mil vezes o que fizemos de bom durante a infancia, ñ vai ter o mesmo sabor. =D
Espero que seu livro chegue logo ao Piauí.

Nina disse...

Ter papai e mamãe só pra mim, pelo menos por um dia??? não, nunca tive :(

imagino como deve ter sido bom estar em suas companhias assim...

Dani disse...

Ai Aiii....
Que lndo.....


Foi durante esse "jantar" que vivenciei a primeira turbulência em um avião: meu braço chacoalhava segurando o copo cheio de refrigerante. Eu vivia a cena ao mesmo tempo em que a assistia, incrédula. E a minha gargalhada era de uma felicidade inesquecível – ainda posso ouvir as risadas dos meus pais, felizes por mim.

Gracinha....

Luis disse...

Linda!

Cris você é simplesmente linda, não me esqueço do tom da sua voz quando te conheci no lançamento do livro aqui em BH, e a cada novo trecho do blog que leio, escuto aquele mesmo tom de voz doce e agradável a me contar uma lembrança ou um a notícia.

Continue assim, você é uma pessoa especial.

Luis Augusto Sant´ Anna Amorim

Carol Cortez disse...

Seus textos são de uma ternura que há tempos não via.
Penso em comentar há uns dias, mas não sabia como dizer o que pensava a respeito de seus textos.
Então escrevi um pouco sobre o "Para Francisco" aqui: http://prontaparavoar.wordpress.com/2008/12/08/para-francisco/
E transcrevo o post aqui no comentário, para que você possa entender.

"Há poucos dias, encontrei o blog que mais me tocou nos últimos tempos.
O Para Francisco .

Blogs são coisas engraçadas para mim. Ou eles me tocam profundamente, ou eu simplesmente perco o interesse.
E o “Para Francisco” é do tipo que me faz pensar, chorar, rir, enfim. Ele me chama.
O primeiro blog a me tocar dessa forma, foi o Amarula com Sucrilhos, na época em que ele ainda tinha esse nome.
Foi com ele que eu entendi o poder que as palavras podem ter. Foi com ele que entendi que elas servem para acalmar, agredir, desabafar.

E o “Para Francisco” me mostrou que não estou errada.
Além da história de vida, que por si só já é fascinante, a escritora escreve com a alma. Com tanto amor, com tanto carinho ao filho, com tanta vontade de viver, que é possível se sentir próximo à ela.
Mas não próximo demais, não íntimo o bastante.
E isso é importante. Porque nos lembra que o blog não foi feito para nós, bisbilhoteiros. Ele foi feito para o Francisco. Para que um dia ele entenda que, apesar de tudo, ele já nasceu com muita sorte.
Com a sorte de começar a vida entendendo que ela nem sempre será fácil, que nem tudo tem explicação, que nem tudo é legal, que nem tudo vai trazer felicidade.
Mas também vai aprender desde cedo que existem pessoas que nos ajudam a transformar a dor em lição, que existem pessoas que podem nos ajudar a transformar a saudade em lembranças, que existem pessoas que nos fazem acordar um pouco menos tristes.

Foi ele a pessoa que transformou a vida da mãe. E será ela, por meio de toda essa paixão, que transformará a vida dele.

O blog, que também é livro, é sedutor do começo ao fim. Vasculhei os arquivos, busquei entender mais sobre essa história, sobre essa vida. E em momento nenhum me arrependi."

Regina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Regina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Regina disse...

ris;

Este teu post me lembrou aquela música: " o trem que chega, é o mesmo trem da partida..." todas as vezes que escuto esta música, fico emocionada. Ela fala bastante do que você descreveu no aeroporto.
Eu comecei a minha primeira viagem, fora do solo, com 3 anos e sozinha. Meu avô trabalhava na Varig, e isso me dava o prazer de ter passagem de graça. Lembro que as aeromoças que cuidavam de mim e eu as enlouquecia . E - isso a minha mãe conta - uma vez perguntei a um passageiro ao meu lado se ele era pobre, e ele me perguntou porque eu achava isso. Minha resposta: É que sua roupa está rasgada.
Lembro do chiclete, que não podia esquecer, para que na hora da decolagem, meus ouvidos não "tapassem". Houve uma vez que o esqueci, fiquei desesperada, mas uma garota simpática(sentada ao meu lado) me deu metade do dela.
O mais legal, era a minha avó me esperando. Cheia de presentes, de carinhos, de abraços. A única neta que ela teve, nasceu em São Paulo, mas foi morar - com 2 anos - na terra da mãe, Salvador (rs), e a única maneira de estar próxima desta neta, era pelo avião. Ainda hoje tenho o vestido de crochê que ela fez, para uma dessas minhas viagens. Feitas com as mãos cheias de carinho. E hoje, quem o veste é Helena, minha filha mais nova.
Cris, não é só a sua memória que insiste em fazer lembrar de coisas tão antigas, mas que nos trazem o sabor de tudo, até hoje.
Se foi minha vó, meu vô, a Varig...até meu pai e meu tio. Restou apenas uma tia. E as lembranças de uma infância muito feliz.

Um beijo em seu coração.

Renata Rocha disse...

O unico lugar que sinto em casa, é em algum aeroporto. Sempre fico na esperança de encontrar meu destino. Nao desisto de tentar... Amanha enfrentarei outro aeroporto, desta vez o de Maceio para voltar a BH porem, ainda não me recordo qual aeroporto deixei meu coração.
Um dia descubro. Quem sabe?!

EU disse...

Que texto delicioso...com sabor de infância!
Bjs pra vc e pro Cisco!

Luiz Calcagno disse...

O aeroporto é um ponto de despedidas. Dá pra sentir o cheiro das emoções que pairam. E as pessoas indo e vindo o tempo todo, a trabalho, por viagem, morte, nascimento, tudo junto compões esse lugar de concreto e comércio. Gosto de aeroportos. Gosto de viajar a trabalho.

Luana disse...

Eu nunca "andei" de avião. Ia ser legal se um dia eu pudesse voar com meus pais, mas isso nunca vai acontecer.

Ju De Mari disse...

Você conseguiu definir exatamente o que eu sinto em um aeroporto. Amor em cada abraço. Você continua nos emocionando, muito. Viva Francisco! Bjo, Ju

Julie disse...

Cris, há tempos acompanho como anônima esse blog, e o outro também. Simplesmente adoro tudo.
Mas hoje simplesmente tenho o motívo q não é dos melhores. O que aconteceu com você, acaba de acontecer para uma amiga minha. E como foi tão próximo, estamos todos sem chão. E para dar palavras de conforto para ela comprei o seu livro, e entregarei assim que a encontrar. Na verdade comprei 3 exemplares. Um pra mim e minha mãe, outro pra minha sogra, e o mais importante para essa minha amiga.

Mil beijos e sucesso

Helga disse...

Oi Cris,

Já viajei com meus pais, mas nunca pequena para sentir-me assim mais especial que a média. :)

Também sinto uma sensação diferente em aeroportos. Já passei por viagens internacinais que são verdadeiras histórias! Gostei muito deste post. Realmente a aviação brasileira já não é mais a mesma. A minha infância guarda um carinho especial pela Transbrasil. :) Bejo.

Anônimo disse...

Pedi seu livro de amigo secreto.

Leonardo Werneck disse...

Gostei muito do texto e fiquei me lembrando da minha primeira viagem de avião, RIO-BH e era varig, lembro de cada detalhe da viagem.

Quando a gente é criança as coisas parecem ter um sabor mais especial né?

beijo

Nina disse...

Cris, comprei os dois últimos exemplares do seu livro na Siciliano do Diamond!!!Um é meu e o outro, bom, ainda não sei quem vai ganhar. Mas eu não poderia deixa-lo lá! Tinha que ser meu também! Tô adorando! Mesmo já tendo lido o seu blog inteiro, gosto demais da sensação de te ler assim, com sua escrita nas mãos.
Um abraço,
Nina Rosa

Ana disse...

Nossa, Cris. Que lindo!

Esse texto me fez lembrar de uma viagem que fiz entre São Paulo - Recife. Eu devia ter uns 14, 15 anos e dias antes conheci um menino no Guarujá e foi aquela paixão adolescente. O resultado: passei o vôo todo chorando por não poder ficar mais tempo perto daquele amor de verão. Coisas da adolescência. O engraçado é que fui a viagem inteira sentada entre minha irmã e uma freira que tentou de tudo para saber o motivo do meu chororô.

Gosto muito do seu blog. Venho aqui sempre.

Tenho um blog com mais quatro amigas, o "As Meninas de Là" (http://asmeninasdela.blogspot.com/)
Quando der, nos visite.

beijos,
Ana.

Adriana disse...

Ola, acompanho seu blog, apesar de não deixar comentários, moro em Espanha e gostaria muito de poder ler o seu livro, saberia me dizer se teria alguma forma de comprar por net e ser enviado para cá.
Parabéns. Abraços carinhosos cheios de energias positivas do outro lado do oceano

Nanda Albuquerque disse...

Cris,
Sou uma carioca que se mudou para BH há pouco tempo. Estou adorando!! Hoje fiquei conhecendo o seu blog e lembrei da minha primeira viagem de avião com a minha Mãe e irmã: era um medo tão grande, uma expectativa enoorme, e aí lembrei que Mãe é Mãe: como estava com muito medo precisava me distrair com alguma coisa e o que achei foi a comida que estava sendo servida (haha). Comi tudo que veio para mim, e quando a minha Mãe percebeu que eu queria mais, me deu o seu lanche e ficou de mãos e barriga vazia.
Hoje, sou mãe de um menino de 2 anos, que invadiu a minha vida sem pedir licença, mas que no final das contas preencheu um vazio que eu nem sabia que existia. Agora compreendo o que levou minha Mãe a me dar seu lanche nesse passeio inesquecível. E o que levou você a escrever este blog maravilhoso. Vou comprar o livro e me emocionar muito mais.

Abraço no coração

Fernanda

Ana disse...

Oi Cris,
eu comecei a frequentar o H.V.A. por causa do Isa Modas, q tem um link... e o que me chama mais a atenção nas fotos, além de vc ser fã das Maria Bonitas, rs, é o qto vc é bonita, e fotogênica, e espontânea, e magrinha, e branca, e bonita demais, e blase assim, blase gostoso de ver, rs... mas aí eu fui ver o link pro Francisco... Cris, q gente grande mora aí dentro de vc... deve te dar raíva ouvir q é abençoada... mas é mesmo... q amor lindo, q história, q tragédia, q presente... q dual essa sua vida...
... mas o q não me saí da cabeça é achar q o q aconteceu com Gui foi q o peito dele explodiu de... amor... não cabia mais amor, foi isso...
... e a vc, eu espero (e pedirei em minhas orações), q um dia se tenha inteira, e q a vida se encarregue de prestar contas com vc...

um beijo,
muita luz na sua vida,

Ana

Luiz Felipe Leal disse...

é mágico como sempre mergulho fundo nesses seus comerciais de 30 segundos.
há alguns dos quais eu nunca saí, nem quero.

abraço forte.

disse...

Cris, você é simplesmente sensacional. Me deu até vontade de reativar meu blog. Eu a leio faz um tempo mas nunca deixei nada, pq não hoje?

Nunca andei de avião, mas todas as viagens de carro em familia me levam aos céus.
Piegas, não? hahahaha

Beijão, Cris Anjo.

Borboletinha disse...

Oi, estou aqui ansiosa pela chegada do seu livro, compre na sexta pela net me deram 2dias úteis para chegar, teria que ser hj mas até agora nadinha,tenho certeza que irei adorar como adoro o seu blog.

bjus pra vc e seu filhote lindo!

Julia disse...

Acabo de conhecer o seu blog. Não estava procurando por ele. E nem por nenhum outro na verdade. Vou fazer uma tatuagem, já tenho algumas, mas decidi por fazer outra antes do final de ano. è sempre assim pra mim. Quando algo acontece, quando a vida traz alguma surpresa, eu faço uma tatuagem. Enfim, procurando imagens na internet, vi uma foto sua e foi ela que me trouxe até aqui.Sua vida me emocionou,me entristeceu, me alegrou mas principalmente, me ensinou.Não passo pelo melhor momento da minha vida, e como nada acontece por acaso, algo me trouxe aqui e me fez aprender um pouquinho. Fiquei imaginando o tamanho do orgulho que o seu filho sentirá de você.Parabéns! pessoas como você, são espécies em extinção na raça humana.

teri disse...

Oi Cris! Ontem fui na livraria da minha cidade procurar seu livro...adivinha?? n tinham, mas ai conversando com a vendedora ela encomendou e chegará amanha, quarta feira, to ansiosa, adoro seu blog, vc, o cisco o gui todo mundo daqui e to louca pra ler o livro...bjo querida.
Teri.

Mãe das Borboletas disse...

Deve ser maravilhoso ter recordações tão boas dos pais.
Os meus ainda estão vivos, os dois, mas em 27 anos de vida não existe uma única recordação doce de momentos passados com eles.

Meu pai teve problemas com alcóol, drogas, minha mãe sofria de violência doméstica e tudo resto acarretado pelos vícios dele.

Eu sou a mais velha de 4 irmãs, como pode imaginar sofri tudo na pele, só tenho recordações más, traumas e muitas feridas.

Felizmente hoje tenho a minha familia que compensa tudo :D

Fico feliz cada vez que leio histórias de vida em que os pais são os grandes pilares da pessoa que narra, deve ser tão bom...

Beijos enormes
Sónia

Lia Drumond disse...

Realmente, bons tempos em que viajar de avião era realmente um luxo não só pelos preços das passagens... Lindo texto. Adorei a idéia de transformar as memórias em clipes de 30 segundos... Bjs!

Confissões de uma balzaquiana... disse...

Cris, quanto tempo!
Aproveito seu texto pra dizer que estou aprendendo a voar...
Um beijo pra você.
Mais sucesso sempre.

poesiaemdegustação disse...

"Impregna-me de emoção suas palavras e faço delas o suave interpretar do sangue em minhas veias ao senti-lo brotar oculto em minha pele".
Desculpe, fiquei muito inspirada. Escreve muito bem, de uma forma lírica e ao mesmo tempo tão dinâmica, não resisti a minha veia literária.
Parabéns! Que Deus mantenha a luz no seu caminho.

BeL Albuquerque Churumellas disse...

Pois é...

Agradecemos juntas meninas!

Obrigada DEUS por ter nos mandandos a CRIS que tem o dom de nos fazer refletir.

Bjux
linda pequena!

Bel